16 de fevereiro de 2017
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Hi-Nutrition
Para especialistas, estratégias de prevenção devem focar em educação nutricional Estudos apontam que a deficiência de micronutrientes, por exemplo, cálcio e vitamina D, é frequente em vários países, mas sua intensidade é mais evidente em crianças com excesso de peso. Atualmente, no entanto, as estratégias de prevenção de doenças crônicas não incluem medidas relacionadas ao controle da ingestão de cálcio e vitamina D. Mas uma revisão integrativa conduzida por pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa (UFV) sugere que esses micronutrientes têm, de fato, um efeito protetor em relação à obesidade infantil e, portanto, ações preventivas de saúde pública podem ser pautadas com ênfase na educação nutricional. O grupo explica no artigo Ingestão de cálcio, níveis séricos de vitamina D e obesidade infantil: existe associação, publicado na edição de abril/junho de 2015 da Revista Paulista de Pediatria, que pesquisou estudos veiculados entre 2001 e 2014 que abordavam o assunto nas bases Pubmed/MedLine, Science Direct e SciELO. Com isso, a equipe selecionou oito publicações, sendo que cinco tratavam de cálcio e três abordavam vitamina D. Os pesquisadores contam no artigo que os estudos analisados encontraram associação entre ingestão de cálcio e obesidade, especialmente quando consideradas características como idade e sexo. Eles explicam que um dos estudos analisados encontrou relação inversa entre ingestão desse micronutriente e parâmetros de obesidade apenas em meninas. Para a equipe, esse achado ainda precisa ser melhor investigado. Também notaram que essa associação ocorreu apenas em crianças mais velhas, o que pode ser explicado pelo padrão de crescimento. Em relação à vitamina D, a equipe afirma que todos os estudos recentes têm revelado associação inversa entre concentrações séricas de vitamina D e obesidade ou medidas de adiposidade em crianças. Essa associação é influenciada por estações do ano e pelo sexo dos indivíduos. O grupo destaca que a associação entre cálcio, vitamina D e obesidade é complexa e ainda é necessário esclarecer vários mecanismos de interação. No entanto, como a ingestão desses micronutrientes tem um efeito protetor em relação à obesidade infantil, a educação nutricional, que é de fácil acesso e baixo custo, surge como uma alternativa relevante.
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